Zubeldía explica falha na transição de Riquelme Felipe no Flu
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Foto: Fluminense FC
Zubeldía detalha falha na transição de Riquelme Felipe no Fluminense
O técnico do Fluminense, Luis Zubeldía, concedeu entrevista ao site GE e abordou as complexidades na integração de jovens talentos ao elenco profissional. Utilizando o meia-atacante Riquelme Felipe como estudo de caso, o comandante argentino explicou as dificuldades na comunicação entre a equipe principal e as categorias de base, apontando uma falha específica no processo de desenvolvimento do atleta. O Fluminense FC busca aprimorar constantemente sua gestão de base.
O erro na transição de Riquelme Felipe
De acordo com Zubeldía, o caso de Riquelme Felipe exemplifica um equívoco na condução de sua transição para o profissional. O jogador passou a treinar com o time principal, mas a escassez de oportunidades o levou a perder ritmo de jogo, pois deixou de atuar regularmente pela base. Essa interrupção na sequência competitiva, segundo o treinador, foi prejudicial para o desenvolvimento do jovem atleta.
Diálogo constante com a base
O técnico ressaltou a importância de um diálogo contínuo com os profissionais das categorias de base, mencionando o contato frequente com técnicos e coordenadores das equipes sub-17 e sub-20. Essa troca de informações é fundamental para acompanhar de perto as promessas de Xerém e traçar as melhores estratégias de desenvolvimento para cada jogador, garantindo que o caminho escolhido seja o mais adequado para sua evolução.
Wesley Natã: um modelo de gestão
Em contrapartida, Zubeldía citou o caso de Wesley Natã como um exemplo de uma abordagem mais eficaz. Embora também treine com o elenco profissional, o jovem atleta tem retornado às categorias de base para disputar partidas. Essa prática permite que ele mantenha o ritmo de jogo e a sequência competitiva, aspectos cruciais para a sua formação e desenvolvimento.
Desafios da transição para o profissional
O comandante argentino destacou que o período mais crítico para os jovens atletas ocorre por volta dos 17 ou 18 anos, ao chegarem ao time profissional. Zubeldía enfatizou a necessidade de o clube gerenciar cuidadosamente essa promoção, respeitando o tempo de maturação de cada jogador. Ele lembrou que nessa faixa etária, as oscilações naturais de rendimento são comuns, e a presença de atletas mais experientes no elenco principal oferece uma segurança maior, especialmente em temporadas com grandes responsabilidades.
Atenção individualizada e trabalho coletivo
Além dos aspectos técnicos e táticos, Zubeldía sublinhou a relevância de administrar as expectativas e o lado emocional dos jovens jogadores. As diferenças de idade e de momento na carreira de cada atleta exigem uma atenção individualizada por parte da comissão técnica. Para o técnico, o sucesso nesse processo depende de um trabalho integrado entre treinadores, funcionários e dirigentes, visando atender aos objetivos e necessidades distintas de cada membro do elenco.
