Fluminense: Zubeldía detalha planos e brinca com Fred
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Fluminense: Zubeldía detalha planos e brinca com Fred
O técnico do Fluminense, Luis Zubeldía, expôs nesta terça-feira (23) os planos de integração entre o elenco profissional e as categorias de base do clube, com ênfase na chegada do ídolo Fred para comandar o time sub-20. O treinador argentino ressaltou a importância de alinhar metodologias e gerenciar com cautela a transição de jovens talentos para a equipe principal, visando o futuro do Tricolor.
“No caso do Fred, a lógica é a mesma. Ele está lá, nós aqui. Que ele experimente, forme jogadores, seja uma ponte e no futuro não muito distante possa ter a chance de dirigir o time profissional. Imagino que seja o projeto institucional”, afirmou Zubeldía, lembrando sua própria trajetória no Lanús. O comandante também fez uma brincadeira sobre o status de Fred junto à torcida: “Falei com ele que é ídolo até que perca três partidas. Depois vai sofrer como todos”.
Integração entre Base e Profissional
Zubeldía destacou a comunicação constante entre a comissão técnica principal e os treinadores das categorias de base como um pilar fundamental para evitar falhas na formação de atletas. Ele exemplificou a situação do atacante Wesley, que tem sido utilizado tanto no time principal quanto no sub-20, como um modelo de gestão integrada.
O caso Wesley e a lição de Riquelme
“Todo nosso estafe tem comunicação com treinadores e os coordenadores do sub-17 e sub-20. Não invadimos lá, nem eles aqui, mas mantemos contato”, explicou Zubeldía. Ele contrastou o aproveitamento de Wesley com o de Riquelme, que, segundo o treinador, ao subir para o profissional, permaneceu na equipe principal sem voltar a disputar competições de base, o que pode ter prejudicado sua adaptação. “Isso acontece por falta de comunicação com o time de baixo”, ponderou.
A fase crítica da transição
O técnico argentino frisou que o período mais delicado na formação de um jogador ocorre entre os 17 e 18 anos, quando o rendimento tende a oscilar. Nesses casos, o suporte de atletas mais experientes no elenco profissional é crucial.
“O ponto mais difícil é quando chegam com 17 ou 18 anos. E aí precisa controlar a promoção do jogador”, disse. Ele citou Riquelme novamente como um exemplo de sucesso após essa fase, mas alertou sobre a necessidade de gerenciar as expectativas e o desenvolvimento. “Quando chega no primeiro time do Fluminense hoje, há jogadores com mais experiência que dão segurança. Frear um pouco a promoção desses jogadores é o lógico pelas obrigações que o clube tem.”
Gestão do Elenco Profissional
Além do alinhamento com a base, Zubeldía abordou os desafios de gerenciar um elenco numeroso e com grande variação etária. Ele ressaltou a importância de uma liderança forte e atenção individualizada para conciliar os diferentes objetivos e vontades dos jogadores.
“Gerenciar as vontades diferentes é um tema a parte para o treinador”, comentou. Referenciando o livro de Jorge Valdano, Zubeldía enfatizou: “Um líder deve gerenciar vontades”. O treinador argentino concluiu que, apesar das dificuldades, o grupo busca sempre os mesmos objetivos e ideias para o Fluminense.
De acordo com o portal Saudações Tricolores, Zubeldía demonstrou um plano claro para o futuro do clube, integrando as categorias de base com o time principal e valorizando a experiência de ídolos como Fred.
