Zubeldía revela drama pessoal e alívio após cirurgia no coração
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Zubeldía em entrevista exclusiva ao ge — Foto: Edgard Maciel de Sá
Zubeldía revela drama pessoal e alívio após cirurgia no coração
O técnico do Fluminense FC, Luis Zubeldía, abriu o jogo sobre um delicado problema de saúde que enfrentou no início da temporada. Em entrevista exclusiva ao ge, o comandante argentino detalhou a cirurgia cardíaca a que foi submetido, revelando a preocupação com a recuperação e, principalmente, com a possibilidade de não poder cumprir suas obrigações no clube.
Drama pessoal e foco nas obrigações
Aos 42 anos, Zubeldía passou por exames de rotina durante a pré-temporada que detectaram um entupimento de 90% nas artérias. A situação exigiu uma intervenção cirúrgica que o afastou do comando técnico por duas semanas, período em que os trabalhos foram conduzidos pelo auxiliar Maxi Cuberas. Apesar da gravidade do quadro, o que mais afligiu o treinador foi a impossibilidade de estar à frente da equipe.
“Mais do que a minha saúde, fiquei mal por não cumprir com minhas obrigações”, confessou Zubeldía, lembrando o momento com bom humor, mas destacando a sua dedicação ao Fluminense. Ele brincou sobre a situação atual, relacionando a irrigação sanguínea cerebral com os resultados da equipe: “Supostamente há mais irrigação sanguínea e deveria chegar bem ao cérebro. Ultimamente, não está chegando bem já que não estamos ganhando (risos)”.
Longevidade na carreira e gestão do estresse
Zubeldía possui uma carreira notável como treinador, tendo se aposentado precocemente dos gramados aos 23 anos devido a uma lesão grave no joelho. Essa experiência precoce o impulsionou rapidamente para a área técnica. O estresse inerente à profissão é um fator que o treinador busca gerenciar ativamente, encontrando refúgio em atividades cotidianas.
“Tento cuidar da saúde, dormir 7 ou 8 horas. O futebol demanda um desgaste emocional diferente. O que gosto de fazer para diminuir o estresse: Treinar, correr, estar com a minha filha e minha esposa, coisas diárias que ajudam a por os pés no chão. Vejo uma série, um filme ou leio um livro”, explicou o técnico. Ele admitiu, entretanto, que em períodos de calendário apertado, a dedicação aos hobbies diminui: “Quando o calendário aperta, não dá. Minha mente não está preparada. Se estresse, deixe o livro (risos)”.
Adaptação ao futebol brasileiro e o idioma
Com passagens pelo São Paulo e agora no Fluminense, Zubeldía acumula uma experiência significativa no futebol brasileiro. Apesar de já ter completado quase um ano à frente do Tricolor Carioca, o treinador mantém o hábito de conceder entrevistas em espanhol, justificando a dificuldade em dominar o português.
“Sou um desastre. Tem algo na minha cabeça que rechaça. Juro que tentei. Mas fracassei. Não quero deformar algo lindo como esse idioma. Não é legal minha postura, reconheço isso. Levo na risada, mas sei que não está bom. Esse é um defeito meu”, declarou Zubeldía, reconhecendo a sua limitação com a língua local, mas mantendo a leveza ao abordar o tema.
A recuperação plena do treinador é um alívio para a torcida do Fluminense, que agora pode contar com o seu comandante focado em alcançar os objetivos da temporada.
