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Thiago Silva detona Ancelotti e defende veteranos

Por Redação FluminutoLeitura: 3 min

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Aos 41 anos e ainda em atividade pelo Fluminense FC, Thiago Silva criticou duramente Carlo Ancelotti pela forma como o técnico estaria conduzindo a renovação da Seleção Brasileira para o ciclo que culminará na Copa do Mundo de 2030. Em entrevista à Super Rádio Tupi, o zagueiro defendeu que veteranos em bom momento não devem ser descartados e alertou para os riscos de uma transformação abrupta no elenco nacional.

Crítica ao modelo de renovação proposto por Ancelotti

Thiago Silva não poupou palavras ao avaliar a estratégia da comissão técnica italiana. Para o capitão tricolor, descartar jogadores entre 31 e 33 anos que ainda mantêm alto nível de desempenho representa um erro estratégico. O zagueiro, que esteve presente em quatro Copas do Mundo e foi destaque na campanha brasileira de 2022 aos 38 anos, argumenta que sua própria trajetória exemplifica como atletas veteranos podem continuar contribuindo em momentos decisivos.

“Você não pode descartar quem tem 31, 32, 33 anos. Eu quase fui para a Copa com 41, então a gente não pode descartar o bom jogador que está vivendo um bom momento”, afirmou em declaração registrada pela Gazeta Esportiva.

A experiência como ferramenta indispensável

Conforme apurado pela fonte consultada, Thiago Silva enfatizou que a renovação deve ser gradual e conviver com a permanência de atletas experientes. Segundo o defensor do Fluminense, o peso de representar a Seleção Brasileira exige uma transição controlada, jamais uma substituição em massa de nomes consolidados.

“Numa Seleção Brasileira, as coisas têm que ser feitas devagar. Você não pode tirar todo mundo e colocar todo mundo novo. As coisas têm que ser passo a passo”, explicou. “É muito difícil ser jogador de Seleção Brasileira. É muito diferente de jogar em clube. Isso as pessoas precisam entender”, completou.

Divergência entre modelo europeu e realidade brasileira

O capitão tricolor apontou uma questão central em seu raciocínio: a diferença entre as filosofias de trabalho no futebol europeu, origem profissional de Ancelotti, e as demandas específicas da Seleção Brasileira. Na avaliação de Thiago Silva, processos que funcionam na Europa não necessariamente replicam os mesmos resultados quando aplicados ao contexto nacional.

“Eu acho que ele vem do futebol europeu, que na cabeça dele é um pouco mais fácil fazer, mas aqui não funciona assim. Você precisa mudar, dar resultado e jogar bem, se possível”, comentou o zagueiro. Ainda que discorde da abordagem, Thiago Silva reconheceu a hierarquia: “Eu não gosto desse tipo de mudança, não concordo. Porém, é ele que está no comando”, finalizou, conforme registrado pela Gazeta Esportiva.

Contexto da reformulação pós-Copa 2022

Thiago Silva também demonstrou compreensão quanto à necessidade de renovação do elenco após o término do ciclo de 2022. Porém, sua posição é firme quanto à forma de executá-la. O zagueiro reconheceu que novas gerações precisam chegar, mas defendeu que esse processo ocorra sem sacrificar atletas que mantêm desempenho em alto nível nas competições internacionais e domésticas.

Redação Fluminuto

Redação Fluminuto Tricolor acompanha diariamente o noticiário do Fluminense, incluindo mercado da bola, jogos, treinos e bastidores, com curadoria editorial antes da publicação.

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