Renê Exalta Fase e Diz que é Subestimado no Fluminense
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Renê tenta passe durante partida entre Fluminense e Vasco — Foto: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.
Renê se vê subestimado e exalta fase no Fluminense
O lateral-esquerdo Renê, titular do Fluminense, concedeu entrevista exclusiva ao ge e abriu o jogo sobre sua carreira, revelando que se sente subestimado, mas que isso não o afeta. Ele ressaltou a importância de jogar em grandes clubes e a satisfação de atuar em estádios lotados, contrastando com suas origens em Picos, uma cidade de 80 mil habitantes no Piauí. O jogador, aos 34 anos, acredita estar vivendo o auge de sua forma física e de sua leitura de jogo.
Análise da Carreira e a Sensação de Ser Subestimado
Renê comentou que a sensação de ser subestimado o acompanha há muito tempo em sua trajetória no futebol. Apesar de ter atuado em clubes de grande torcida como Sport, Flamengo e Internacional, e agora no Fluminense, onde é peça fundamental, o lateral sente que seu trabalho nem sempre é reconhecido na devida proporção.
“Acho que isso aí já vem comigo faz muito tempo. Ser subestimado. Virou normal na minha carreira”, declarou Renê. Ele enfatizou a alegria de jogar em “time de massa” e a emoção de ver estádios cheios, uma realidade distante de sua cidade natal. “Saí de uma cidade de 80 mil habitantes e às vezes jogo no estádio que cabe praticamente a minha cidade toda dentro dele”, comparou. No entanto, o jogador demonstra maturidade ao afirmar que não se importa com as críticas externas, priorizando sua própria avaliação e a de seus companheiros e comissão técnica.
O Impacto do Jogo em Grandes Palcos
O lateral-esquerdo, que chegou ao Fluminense no início de 2025, valoriza a oportunidade de disputar o Campeonato Brasileiro e outras competições de relevância nacional e internacional, atuando em cenários que sempre sonhou. A experiência em estádios lotados é um combustível para o jogador, que busca sempre entregar o seu melhor para a torcida tricolor.
O Auge Físico e a Evolução Tática
Aos 34 anos, Renê demonstra uma impressionante condição física, mantendo-se como titular e raramente se ausentando por lesões. Ele atribui essa longevidade e bom desempenho a um trabalho intenso de preparação, que inclui cuidados em casa com tecnologias como manta de LED, além de uma dedicação extra nos treinamentos.
Aprendizado com Experientes e Leitura de Jogo
Um dos pontos altos da entrevista foi a menção à influência de companheiros experientes, como Thiago Silva, no seu desenvolvimento. Renê destacou a troca de conhecimentos e a observação do comportamento do zagueiro como fundamentais para aprimorar sua leitura de jogo.
“O entendimento do jogo tem crescido muito. Converso muito com o Thiago (Silva), acompanho ele, gosto de ficar vendo o que fala, como se comporta”, revelou. Ele acredita que essa evolução tática, aliada à qualidade técnica dos jogadores do Fluminense, o coloca em seu melhor momento.
Adaptação e Contribuição no Fluminense
Renê também falou sobre a evolução da posição de lateral no futebol moderno, citando o estilo de jogo de equipes comandadas por Pep Guardiola. Ele explicou como adaptou seu jogo ao longo do tempo, passando de um lateral com forte pendor ofensivo, característica de seus primeiros anos no Sport, para um jogador mais posicional e estratégico.
“Fui evoluindo com o tempo. Com o tempo eu fui começando a entender que não é só físico. Você tem que pensar um pouco. Comecei a tentar jogar mais nos espaços e na hora certa do que ficar indo toda hora”, explicou. Atualmente, sua contribuição para o Fluminense se dá mais na construção de jogadas no meio-campo, auxiliando volantes como Martinelli e Hércules, do que em frequentes chegadas à linha de fundo.
Desde que chegou ao Fluminense, Renê disputou 82 partidas, marcou dois gols e deu duas assistências. Seu único título com a camisa tricolor até o momento foi a Taça Guanabara de 2026. Segundo o ge.
