Paixão por Neymar e “perrengues”: Ex-Fluminense Dori relata vida em Bangladesh
Dori, ex-Fluminense, atualmente em Bangladesh — Foto: Arquivo Pessoal – Dori
Paixão por Neymar e “perrengues”: Ex-Fluminense Dori relata vida em Bangladesh
Notícias do Fluminense: O ex-jogador revelado nas categorias de base do Fluminense, Dori, compartilhou detalhes surpreendentes sobre sua experiência no futebol asiático, especialmente em Bangladesh, onde a paixão pelo Brasil e por craques como Neymar é fervorosa. Conforme apuração do ge, o atleta de 36 anos, que atualmente defende o Bashundhara Kings, líder do campeonato bengali, vive situações curiosas e desafiadoras que contrastam com a estrutura do futebol brasileiro.
Amania dos torcedores por jogadores brasileiros
Dori relata que a torcida dos bengaleses pelo Brasil e pela Argentina durante a Copa do Mundo é “surreal”. Ele conta que casas, apartamentos e carros são pintados com as cores das seleções, e a rivalidade entre os torcedores é intensa. A admiração se estende a ídolos como Pelé, Ronaldo, Ronaldinho, Cafu e, principalmente, Neymar. Segundo o ex-Tricolor, é comum ver pessoas usando camisas da seleção brasileira e de clubes durante todo o ano, evidenciando o apreço pela qualidade dos jogadores nacionais.
“Perrengues” e adaptação à cultura local
Apesar da paixão pelo futebol, a estrutura em Bangladesh apresenta desafios. Dori descreve que os estádios não possuem o porte dos brasileiros, sendo, por vezes, campos pequenos, localizados em universidades ou em ruas apertadas, onde o acesso é feito por meio de bicicletas ou triciclos. Ele relembra episódios como mudanças de horário de jogos sem aviso prévio e a falta de vestiários adequados, situações que exigem uma grande capacidade de adaptação e compreensão da cultura local.
O episódio da Covid-19 na China
O jogador também abordou um momento marcante e tenso de sua carreira: ter sido o primeiro atleta brasileiro a contrair o Covid-19 em 2020, durante sua passagem pelo futebol chinês. Dori descreveu o susto e o medo de não conseguir mais jogar ou sequer viver, detalhando o processo de diagnóstico e isolamento.
Passagem pelo Fluminense e aprendizados
Revelado pelo Fluminense, Dori atuou em apenas duas partidas pelo clube. Ele expressa carinho pela formação que recebeu nas Laranjeiras, mas lamenta a falta de paciência da época. O ex-jogador relembra um episódio que quase encerrou sua carreira: uma fratura na mandíbula durante um treino em 2009. Ele destaca a importância do apoio da psicóloga do clube, Emily Lima, na sua recuperação e no retorno aos gramados.
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