JK do Fluminense Abre o Jogo Sobre Sacrifícios na Carreira
Foto: Marcelo Gonçalves/FFC
JK do Fluminense abre o jogo sobre sacrifícios no início da carreira
O atacante John Kennedy, joia do Fluminense FC, concedeu uma entrevista reveladora ao canal oficial do clube no YouTube, a FluTV. Durante o bate-papo, o jogador detalhou as dificuldades enfrentadas desde as categorias de base em Xerém, ressaltando que a trajetória para se tornar um atleta profissional vai muito além de apenas realizar um sonho. Conforme apuração do Netflu, o camisa 9 tricolor compartilhou a perspectiva de muitos jovens que saem de casa cedo em busca de uma carreira no futebol.
A dura realidade de um “Moleque de Xerém”
John Kennedy explicou que a decisão de deixar o lar ainda na pré-adolescência exige uma maturidade precoce e um grande sacrifício pessoal. “Não é fácil você novo, pré-adolescente, não é nem um adolescente ainda, sem maturidade nenhuma, tu sai de casa, de longe, abandona pai, mãe, abandona a família, fica longe da família pra vir pra cá e tentar realizar um sonho que, de certa forma, é pra ajudar a sua família também”, relatou o atacante. Ele enfatizou que, para a maioria dos atletas que vêm de origens humildes, o futebol representa a principal oportunidade de mudar a realidade financeira de suas famílias.
O peso da responsabilidade e os sacrifícios pessoais
O centroavante do Fluminense destacou o peso emocional de carregar a esperança de toda a família. “A gente chega pra tentar realizar o sonho e mudar o cenário da nossa família, a realidade da nossa família”, disse JK. Ele complementou que, além do sonho individual, o pensamento constante em auxiliar os entes queridos é um fardo, mas também uma motivação. O jogador fez questão de desmistificar a ideia de que ser jogador de futebol é um caminho fácil, apontando os inúmeros aspectos que os atletas abrem mão.
Prós e contras da vida de jogador
Apesar de reconhecer os benefícios, como a boa remuneração e o conforto que a profissão pode proporcionar em um patamar elevado, John Kennedy não deixou de lado os desafios. “A gente abre mão de muita coisa”, afirmou. Ele mencionou a ausência em datas comemorativas importantes e a impossibilidade de estar junto da família. O atacante também abordou a dualidade de ser ovacionado pela torcida em alguns momentos e criticado em outros, ressaltando que a carreira no futebol é uma jornada de constantes desafios a serem vividos. Para ele, o início em Xerém era um momento de leveza, onde o foco era unicamente o amor pelo esporte.
Tags relacionadas: Fluminense, Tricolor, John Kennedy, Xerém, Laranjeiras, Moleque de Xerém
