Fluminense: Zubeldía Sob Fogo Cruzado Após Novo Empate Ruim no Maracanã
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Zubeldía no banco do Fluminense (Foto: Lucas Merçon/ Fluminense FC)
Fluminense: Zubeldía Sob Fogo Cruzado Após Novo Empate Ruim no Maracanã
O Fluminense FC atravessa uma crise de resultados preocupante, e o empate sem gols contra o Independiente Rivadavia, no Maracanã, evidenciou a falta de soluções para os problemas que afligem a equipe. Sob o comando de Luis Zubeldía, o Tricolor voltou a demonstrar falhas técnicas, pouca objetividade e erros defensivos que facilitaram a vida do adversário, especialista em contra-ataques. O cenário é tão delicado que o técnico argentino figura em situação de risco no clube.
Média de Aproveitamento Baixa e Dificuldade de Criação
O resultado diante dos argentinos ampliou para oito o número de partidas consecutivas sem vitória do Fluminense, uma marca negativa não vista desde julho de 2024. Neste período, foram sete empates e uma derrota, com um aproveitamento pífio de 29,2%. O time marcou apenas cinco gols e sofreu sete, demonstrando um desequilíbrio preocupante. Estatísticas divulgadas pelo Lance revelam que, com 57,3% de posse de bola, o Fluminense necessita, em média, de 24,2 finalizações para marcar um gol, enquanto os adversários precisam de apenas 14,3.
Falhas Individuais e Coletivas em Destaque
A partida contra o Independiente Rivadavia expôs a fragilidade técnica de diversos jogadores, como Martinelli, Hércules, Nonato, Guilherme Arana, Rodrigo Castillo e Hulk. Erros em passes simples, domínios de bola e decisões lentas permitiram que o adversário recuperasse a posse em momentos cruciais, explorando os espaços. O time argentino, ciente da estratégia de contra-ataque, encontrou no Fluminense o cenário ideal para desenvolver seu jogo.
Análise Crua de Thiago Silva
O capitão Thiago Silva foi enfático ao analisar o desempenho: “É verdade que a bola é um pouco diferente, o campo está um pouco mais duro, beneficia quem quer jogar um pouco na transição, como eles. E a gente estava dando o que eles queriam. É isso que eu não entendo. Eles querem transição, a gente está dando transição”, lamentou. Ele também apontou a quantidade de erros em controle de bola e passes como fatores que minaram a confiança da equipe e impulsionaram o adversário.
Zubeldía Tenta Mudanças, Mas Sem Efeito Duradouro
Ciente dos problemas, Zubeldía buscou alterações ainda no primeiro tempo, colocando jogadores para aquecer e promovendo substituições no intervalo. A entrada de Lucho Acosta e Canobbio trouxe mais mobilidade ao meio-campo, e posteriormente as chegadas de Cano, Ganso e Savarino aumentaram a presença ofensiva. No entanto, o Fluminense não conseguiu impor uma pressão contínua e estabelecer o domínio esperado.
Frustração em Campo e Cobrança da Torcida
Apesar de ter a posse de bola, o Tricolor careceu de velocidade, profundidade e agressividade. Mesmo nos minutos finais, quando o contexto exigia um ímpeto avassalador, a equipe alternou lances de ataque com erros, permitindo que o jogo permanecesse aberto. A torcida, visivelmente insatisfeita, manifestou seu descontentamento, e Thiago Silva reconheceu a validade das cobranças: “A torcida tem total razão nesse tipo de cobrança, porque há algum tempo a gente não vem desempenhando o nosso melhor papel.”
Jogadores Assumem Responsabilidade e Defendem o Treinador
Em meio à pressão, o atacante Hulk defendeu o treinador, afastando a ideia de que a culpa recai unicamente sobre Zubeldía. “A cobrança é natural de dizer: ‘O culpado é o treinador’, mas não é. A gente sabe que o culpado não é só o treinador. Somos nós, jogadores, que entramos em campo”, declarou.
O Fluminense agora se prepara para enfrentar o Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro, no próximo sábado, e depois retorna à Libertadores contra o próprio Independiente Rivadavia, desta vez na Argentina. A necessidade de uma reviravolta é urgente.
