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Fluminense: Marcão eleva ataque, mas defesa segue com ponto fraco

Por Redação FluminutoLeitura: 3 min

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Marcão em treino do Fluminense nesta quarta-feira (23) — Foto: Marcelo Gonçalves / Fluminense FC

Fluminense: Marcão eleva ataque, mas defesa segue com ‘fantasma’ da bola aérea

O Fluminense FC vive um momento de otimismo sob o comando de Marcão. Desde que assumiu a equipe, o treinador tem apresentado números promissores, especialmente no setor ofensivo, que contrastam com o período sob a batuta de Fernando Diniz. A análise comparativa revela uma melhora significativa na média de gols marcados, elevando o time a posições importantes no Campeonato Brasileiro, incluindo o G-4, e mantendo vivo o sonho na Conmebol Libertadores.

Evolução ofensiva: Média de gols em alta

Sob o comando de Marcão, o Fluminense demonstra uma capacidade de finalização mais aguçada. A média de gols por partida saltou para 1,89, um aumento considerável em relação aos 1,23 gols por jogo registrados durante a passagem de Zubeldía. Essa evolução no ataque, aliada à boa fase de jogadores como Hulk, reforço para o segundo semestre e autor de 6 gols até o momento, tem sido fundamental para os bons resultados recentes do Tricolor. A lesão de John Kennedy, artilheiro da temporada passada com 12 gols, foi sentida, mas o elenco tem demonstrado resiliência e encontrado novas fontes de gols.

Defesa: A persistência do ponto fraco

Apesar da melhora no ataque, a defesa do Fluminense ainda apresenta uma fragilidade que se repete. A bola aérea, um problema recorrente, continua a ser um ponto sensível para a equipe. Com Marcão, 8 dos 13 gols sofridos (61,54%) vieram de jogadas aéreas. Esse índice é ligeiramente superior aos 53,85% registrados sob o comando anterior, onde o time sofria, em média, 1 gol por partida. Atualmente, essa média defensiva aumentou para 1,44 gols sofridos por jogo, indicando a necessidade de ajustes táticos e maior atenção nas bolas paradas.

Mudanças na zaga e a posse de bola

A defesa tem passado por um processo de reconfiguração, com a dupla de zaga frequentemente variando entre Thiago Silva, Marlon, Antônio Carlos e David Braz. A presença do experiente Thiago Silva tem sido crucial, mas sua ausência força adaptações, com jogadores como Ignácio e David Braz assumindo a responsabilidade. Em relação à posse de bola, a mudança de treinador não alterou drasticamente o padrão da equipe. O Fluminense mantém um percentual de posse em torno de 54%, enquanto sob o comando de Zubeldía essa marca era de 57%, demonstrando que a estratégia de controle de jogo, embora com nuances, permanece.

Preparação para os próximos desafios

Com a parada para a Data Fifa, o Fluminense terá um período importante para aprimorar os ajustes e recuperar jogadores. O Tricolor voltará a campo somente no dia 8 de setembro, em uma partida crucial contra o Coritiba, válida pelo Campeonato Brasileiro. A expectativa é que a equipe utilize esse tempo para consolidar as melhorias, especialmente na parte defensiva, e manter a boa performance que a colocou em posição de destaque na temporada.

Redação Fluminuto

Redação Fluminuto Tricolor acompanha diariamente o noticiário do Fluminense, incluindo mercado da bola, jogos, treinos e bastidores, com curadoria editorial antes da publicação.

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