Base e Sub-20

Fluminense busca R$ 160 milhões em vendas de jogadores

Por Redação FluminutoLeitura: 4 min

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O Fluminense FC ainda precisa arrecadar cerca de R$ 160 milhões em vendas de jogadores para atingir a meta financeira projetada para a temporada. A informação, divulgada inicialmente pelo jornalista Gabriel Amaral, do canal Raiz Tricolor no YouTube, detalha a situação econômica do clube e aponta quais atletas do elenco tricolor possuem maior potencial de gerar receita através de transferências.

Até o momento, o Tricolor das Laranjeiras já garantiu aproximadamente R$ 58 milhões com negociações. A principal fatia dessa receita veio da transferência de Bernal para o Real Betis, que rendeu R$ 37 milhões aos cofres do clube. Outras vendas que contribuíram para o caixa foram Jhon Arias, com R$ 5 milhões na negociação com o Palmeiras, e Gerson, que gerou outros R$ 5 milhões em sua transferência para o Cruzeiro. Santi Moreno adicionou entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões, enquanto Lelê rendeu cerca de R$ 1 milhão em sua ida para o futebol de Chipre.

Martinelli: O principal ativo para gerar caixa

Na avaliação de Gabriel Amaral, o volante Martinelli desponta como o jogador mais valorizado do elenco atual e, consequentemente, o principal ativo que poderia gerar uma receita expressiva para o Fluminense. No entanto, um ponto crucial é que o clube detém apenas cerca de 50% dos direitos econômicos do atleta, o que impactaria o valor total a ser recebido.

Com contrato vigente até dezembro de 2030 e possuindo passaporte italiano, Martinelli tem seu perfil adequado para uma eventual transferência para o futebol europeu. Apesar do potencial de mercado, o jogador demonstra tranquilidade em relação a propostas e não há uma negociação iminente tratada como inevitável.

Hércules e John Kennedy: Potenciais, mas com ressalvas

Outro nome que surge como potencial fonte de receita é o volante Hércules. O jogador já despertou interesse no mercado internacional, com o Zenit, da Rússia, tendo realizado uma consulta, embora nenhuma negociação tenha avançado. O Fluminense detém 70% dos direitos econômicos de Hércules, adquirido junto ao Fortaleza por R$ 30 milhões, e o contrato do atleta com o clube vai até 2029. Contudo, a expectativa de uma grande venda é considerada menor em comparação com Martinelli.

John Kennedy, atacante do Fluminense, também já foi alvo de especulações envolvendo clubes europeus. Contudo, sua atual situação física representa um obstáculo para uma negociação. O jogador sofreu uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho e tem previsão de retorno apenas entre fevereiro e março, o que o colocará em fase de recuperação durante a próxima janela de transferências. Essa condição pode levar a uma negociação por um valor inferior ao que ele poderia alcançar, com clubes interessados demonstrando maior cautela devido ao histórico recente de lesão.

Outros nomes e a importância das premiações

O atacante Canobbio, embora com potencial para uma venda importante, não conseguiu a valorização esperada. Antes da Copa do Mundo, o River Plate demonstrou interesse, e posteriormente surgiram possibilidades envolvendo clubes russos, mercado para o qual o jogador não demonstra interesse. Aos 28 anos, o uruguaio ainda pode render uma quantia ao clube, mas a idade limita o interesse de clubes europeus.

Juan Pablo Freytes, zagueiro de 26 anos, já recebeu uma proposta de aproximadamente 5 milhões de euros do exterior e viu seu valor de mercado aumentar após a temporada de 2025. No entanto, seu rendimento neste ano fez com que seu valor de mercado caísse. Riquelme Felipe, jovem de 19 anos, também perdeu valor devido à baixa minutagem em sequência no time profissional, prejudicando sua valorização, embora ainda possua margem para recuperar espaço.

Wesley Natã, atacante da geração 2008, destaca-se no sub-20 e já estreou pelo profissional, inclusive na Libertadores. No entanto, não é considerado uma solução imediata para a necessidade financeira do clube, com a ideia de valorizá-lo ao longo do tempo.

Além das transferências, as premiações por conquistas, como um eventual título da Libertadores, também representariam uma injeção financeira considerável nos cofres do Fluminense. Contudo, Gabriel Amaral ressalta que uma parte significativa desses valores é destinada aos jogadores através de bônus e cláusulas contratuais. Em 2023, estima-se que entre 50% e 60% do valor recebido pelo título da Libertadores foi destinado aos atletas. Assim, uma nova conquista ajudaria o caixa, mas não eliminaria a necessidade de buscar receitas com transferências.

Redação Fluminuto

Redação Fluminuto Tricolor acompanha diariamente o noticiário do Fluminense, incluindo mercado da bola, jogos, treinos e bastidores, com curadoria editorial antes da publicação.

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