Eduardo Oliveira exalta “geração de ouro” do Fluminense e Martinelli
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Eduardo Oliveira dá instruções ao time sub-17 do Fluminense em 2018 — Foto: Mailson Santana/Fluminense FC
Eduardo Oliveira exalta a “geração de ouro” do Fluminense e o talento de Martinelli
O Fluminense FC tem motivos para celebrar a ascensão de seus jovens talentos, e um dos nomes em destaque é o volante Martinelli, que recebeu sua primeira convocação para a Seleção Brasileira. A trajetória do jogador, desde as categorias de base em Xerém até o profissional, foi pauta de uma entrevista exclusiva concedida por Eduardo Oliveira, treinador que acompanhou de perto o desenvolvimento do atleta no sub-17 tricolor.
Oliveira, que trabalhou com Martinelli entre 2018 e 2020, ressaltou o mérito do volante em conquistar seu espaço e a importância de sua identificação com o clube. “É um cara que trabalha demais, tem um potencial também acima da média, mas é um cara que se coloca sempre na disposição de evoluir no seu dia a dia”, afirmou o técnico ao ge. Segundo ele, o jogador se destaca pela dedicação e por ser um atleta de grupo, características que o levaram a se destacar mesmo em um elenco com grande concorrência.
A “Geração de Ouro” de Xerém em destaque
Eduardo Oliveira foi peça fundamental no comando de uma equipe em Xerém que ficou conhecida como a “Geração de Ouro” do Fluminense. Essa safra, composta por atletas nascidos em 2001, já rendeu quatro jogadores convocados para a Seleção principal, incluindo Martinelli. Os outros nomes que se destacaram e foram lembrados em convocações recentes foram os atacantes João Pedro e Luiz Henrique, além do volante André.
Essa geração de ouro conquistou o Campeonato Carioca sub-17 e alcançou o vice-campeonato na Taça BH e na Copa do Brasil. Além dos quatro mencionados, o time contava com outros talentos relevantes, como o lateral-direito Calegari, o volante Alexsander e o atacante John Kennedy, todos nascidos em 2002.
Talento, processo e o ambiente de desenvolvimento
Para Eduardo Oliveira, o sucesso desses jovens atletas é fruto de uma combinação entre talento inato e um processo de desenvolvimento bem estruturado. “O talento sem processo ele não se atualiza”, explicou o treinador. Ele acredita que o ambiente criado nas categorias de base do Fluminense foi propício para que esses jogadores florescessem, transformando o talento individual em um contágio positivo que impulsiona a evolução de todos. “Quando o talento se junta com outro talento, aquele ambiente começa a derramar a influência e você começa a ver muitas pessoas se desenvolvendo”, comentou.
Oliveira também destacou a importância do departamento de captação do Fluminense em identificar os talentos e do processo formativo que acompanha os jogadores em cada categoria, garantindo uma evolução gradual até a chegada ao profissional.
A formação de jogadores e o papel dos treinadores
A discussão sobre a formação de jogadores no futebol brasileiro ganhou força, especialmente após a reformulação na Seleção Brasileira. Eduardo Oliveira, com vasta experiência em divisões de base, incluindo passagens por Botafogo e Fluminense, além de projetos no exterior, enfatiza a necessidade de pensar de forma ampla nos processos e na transição dos jovens para o futebol profissional.
Ele ressalta que o ambiente e as interações sociais são cruciais no desenvolvimento de atletas jovens, e que o papel do treinador na base é maximizar as virtudes e minimizar os problemas de cada jogador, reconhecendo que cada ser humano tem sua própria trilha de desenvolvimento.
Em relação aos treinadores brasileiros, Eduardo Oliveira defende que eles também merecem espaço para mostrar sua capacidade. Ele acredita que a capacitação e organização dos técnicos nacionais são pontos fortes, mas que a oportunidade no futebol profissional é fundamental para o desenvolvimento do esporte no país. “Vale a pena a gente criar essa reflexão. Para que aí sim a gente possa ter um orgulho muito grande do futebol praticado aqui”, concluiu.
