Acosta sob suspeita: Fluminense aguarda desfecho de investigação de apostas
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Lucho Acosta em Fluminense x Operário — Foto: André Durão
Acosta sob suspeita: Fluminense aguarda desfecho de investigação de apostas
A CBF iniciou uma investigação formal sobre o cartão amarelo recebido pelo volante Lucho Acosta, do Fluminense, no empate contra o Red Bull Bragantino pelo Campeonato Brasileiro. A entidade recebeu um relatório preliminar indicando um volume atípico de apostas no momento em que o jogador foi advertido, o que levantou um alerta de possível manipulação. O Fluminense FC acompanha de perto os desdobramentos, enquanto o atleta nega qualquer irregularidade.
Procedimentos da Investigação
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) agiu de forma sigilosa inicialmente, notificando o clube sobre a suspeita. Em seguida, as informações foram repassadas às autoridades públicas e órgãos disciplinares esportivos, seguindo um protocolo padrão para casos dessa natureza. O relatório preliminar, que aponta a suspeita de manipulação no cartão mostrado a Acosta, será complementado por um documento mais detalhado. Este novo relatório, a ser enviado por uma agência de monitoramento contratada pela FIFA, trará informações cruciais como o montante movimentado nas apostas, a localização dos apostadores e suas identidades.
Análise e Possíveis Consequências
A partir dos dados coletados, será apurada a eventual participação do jogador nas atividades de apostas. Com base nessa análise, o Ministério Público e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) analisarão a necessidade de apresentar denúncias em suas respectivas esferas.
* Esfera Cível: O Ministério Público inicia sua investigação para determinar se há necessidade de dar prosseguimento ao processo. Ao final, decide se apresentará uma denúncia à Justiça. Um caso semelhante ocorreu com o atacante Ênio, que foi denunciado pelo MP por fraude, manipulação de competição esportiva e lavagem de bens, tornando-se réu.
* Esfera Desportiva (STJD): O relatório da CBF gera uma notícia de infração ao STJD, que abre um inquérito. Nesta fase, são solicitadas provas e informações de outras autoridades, como a Polícia Federal e o Ministério Público. O inquérito tem um prazo de 15 dias para ser concluído. Se o relator encontrar indícios de infração ao Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), o caso segue para a Procuradoria do STJD, que pode oferecer uma denúncia. O CBJD também estabelece um prazo de 60 dias para a pretensão punitiva disciplinar da Procuradoria, após o qual a punibilidade pode ser extinta caso não haja denúncia.
Precedentes e Situação Atual
Em um caso recente, o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, foi denunciado pela Procuradoria do STJD em dois artigos, após ser condenado por forçar um cartão amarelo em uma partida contra o Santos. Inicialmente suspenso por 12 jogos, a pena foi convertida em multa após recurso do clube. Bruno Henrique também responde como réu na Justiça por estelionato.
Enquanto a investigação tramita, Lucho Acosta está liberado para atuar e focado no próximo compromisso do Fluminense. O Tricolor enfrenta o Bahia na quarta-feira (23), às 21h30, no Maracanã, em partida válida pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Mercado da bola do Fluminense segue atento a qualquer desenvolvimento que possa impactar o elenco.
De acordo com o ge, o Fluminense tem mantido Lucho Acosta em treinos e jogos, aguardando o desenrolar da apuração.
