Fluminense denuncia “peitada” e revolta com arbitragem em clássico
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Jornal As, da Espanha, repercute a peitada do árbitro em Cannobio em Fluminense x Vasco — Foto: Reprodução
Fluminense denuncia “peitada” e revolta com arbitragem em clássico
O Fluminense utilizou uma nota oficial contundente para expressar sua insatisfação com a atuação do árbitro Davi Lacerda na partida contra o Vasco, mesmo após a vitória por 1 a 0. O clube carioca questionou lances capitais, a falta de critério na aplicação de cartões e, principalmente, um incidente em que o árbitro teria “peitado” o jogador tricolor Canobbio, adotando uma postura considerada incompatível com sua função. A repercussão do caso chegou a veículos internacionais, destacando a gravidade da situação.
Revolta com a conduta do árbitro
O episódio mais criticado pelo Fluminense ocorreu no primeiro tempo do clássico. Durante uma tentativa de conter um início de discussão entre Canobbio e o volante Sosa, do Vasco, o árbitro Davi Lacerda se aproximou do atacante uruguaio e, segundo o relato do clube, o empurrou com o peito. A ação gerou indignação entre os jogadores do Fluminense e repercutiu amplamente, sendo noticiada inclusive pelo jornal “As”, da Espanha. A nota oficial do clube enfatiza que a “peitada” configura uma “postura de confronto físico incompatível com a função de mediador da partida”.
Outras reclamações na arbitragem
Além do incidente com Canobbio, o Fluminense apontou outras falhas na condução da partida. O clube lamentou a não marcação de um pênalti sobre Serna, aos 35 minutos do segundo tempo, quando o atacante invadiu a área e caiu após um toque no ombro do jogador vascaíno Adson. Segundo o comentarista de arbitragem PC Oliveira, o lance deveria ter resultado em pênalti e expulsão do jogador adversário.
O Tricolor das Laranjeiras também criticou a falta de critério na aplicação de cartões. De acordo com a nota, adversários que já possuíam advertência não foram punidos com expulsão mesmo após cometerem novas infrações que, na visão do clube, claramente exigiam o segundo amarelo ou o vermelho direto. Outro ponto de insatisfação foi o fato de o árbitro ter permitido que um jogador adversário chutasse a bola deliberadamente na direção do banco de reservas do Fluminense com o jogo parado.
Cobrança por evolução e autocrítica
O Fluminense demonstrou frustração com a falta de reconhecimento dos erros cometidos pela arbitragem, mesmo após reuniões com a comissão responsável. O clube acredita que a ausência de autocrítica por parte dos dirigentes impede a evolução da arbitragem nacional e fragiliza a confiança das equipes. O Tricolor afirmou que continuará acompanhando de perto as próximas atuações e exigirá, junto aos órgãos competentes, maior coerência e respeito ao esporte. A diretoria do Fluminense FC, em sua busca por justiça em campo, reforça seu compromisso com a transparência e a integridade nas competições.
