MP investiga possível superlotação no Maracanã e notifica Fluminense
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Torcida do Flamengo lota o Maracanã na partida contra o Ceará — Foto: Guilherme Sachett
MP investiga superlotação e notifica Fluminense por jogos no Maracanã
O Ministério Público do Rio de Janeiro abriu um inquérito civil para apurar a possível ocorrência de superlotação em alguns setores do Estádio do Maracanã durante partidas recentes do Fluminense FC. A investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada de Desporto e Defesa do Torcedor (Gaedest), braço do MP-RJ, visa garantir a segurança dos torcedores e verificar se o número de ingressos emitidos excedeu a capacidade permitida em determinados espaços. O clube, assim como o Flamengo, administra o Maracanã através da concessionária “Fla-Flu Serviços S.A.” e foi notificado para prestar esclarecimentos em até 15 dias.
Apuração foca em jogos com indícios de irregularidade
De acordo com a nota oficial divulgada pelo MP-RJ, foram identificados jogos realizados entre dezembro de 2025 e agosto deste ano que apresentam indícios de que a emissão de ingressos para alguns setores pode ter ultrapassado a capacidade física desses locais. A preocupação do órgão ministerial reside na garantia de que as normas de segurança e capacidade de público sejam rigorosamente cumpridas em todas as partidas realizadas no templo do futebol carioca.
Fluminense e Flamengo notificados para prestar esclarecimentos
Tanto o Tricolor quanto o Rubro-Negro foram formalmente notificados pelo Ministério Público. A solicitação abrange a apresentação de informações detalhadas sobre a quantidade total de ingressos expedidos para cada partida, incluindo vendas, cortesias e gratuidades, com a devida discriminação por setor. Adicionalmente, o MP deseja saber o número exato de ingressos efetivamente utilizados, ou seja, a quantidade de pessoas que realmente compareceram ao estádio, também segmentada por setor.
Outras entidades também são alvo da investigação
Além dos clubes cariocas, a investigação se estende a outras partes envolvidas na gestão e comercialização de ingressos. O Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios da Polícia Militar (Bepe), as empresas FutebolCard e Cognitive Ruptix Solution, responsáveis pela comercialização e logística de ingressos, e a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) também foram notificadas. O Gaedest busca entender as justificativas técnicas para eventuais discrepâncias entre o número de ingressos disponibilizados e a capacidade permitida em cada setor, bem como a permissão de acesso de um número de pessoas superior à capacidade de público.
Segurança do torcedor é prioridade na investigação
A investigação do Ministério Público tem como base o acompanhamento e a fiscalização contínuos da política de público nos estádios. O objetivo primordial é assegurar a integridade física e a segurança de todos os torcedores que frequentam as arenas esportivas, coibindo práticas que possam colocar em risco a ordem e o bem-estar do público.
Segundo informações do ge, o MP-RJ busca esclarecer se houve permissão de acesso de pessoas além da capacidade dos setores. A apuração se concentra em jogos recentes, com a possibilidade de que a quantidade de ingressos emitidos tenha superado o limite estabelecido para determinados espaços do Maracanã.
