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Acosta em baixa: Números expõem crise no Fluminense

Por Redação FluminutoLeitura: 4 min

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Lucho Acosta sentado no gramado durante duelo entre Fluminense e Vasco (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF/Folhapress)

Acosta em baixa: Números expõem crise no Fluminense

O momento de instabilidade do Fluminense FC após a retomada da temporada é diretamente explicado pela queda de rendimento de seu principal articulador, Lucho Acosta. O meia argentino, que foi fundamental na criação de jogadas e na produção ofensiva do Tricolor no primeiro semestre, não participou diretamente de nenhum gol nos cinco jogos disputados após a Copa do Mundo. Nesse período, a equipe acumulou quatro empates, uma derrota e a eliminação para o Vasco na Copa do Brasil, evidenciando a dificuldade em traduzir a posse de bola em resultados positivos.

Queda de Produção Ofensiva e Indicadores Chave

Analisando os números divulgados pelo Lance!, fica claro que Lucho Acosta, apesar de manter um volume razoável de passes, perdeu influência decisiva no terço final do campo. Antes da paralisação, o camisa 32 vivia seu auge, com cinco gols e seis assistências em 27 partidas, participando de um gol a cada 159 minutos. Contudo, após a pausa, em 353 minutos em campo, o meia permaneceu sem participar diretamente de nenhum tento.

Estatísticas Comparativas e Impacto no Jogo

Os dados revelam uma diminuição significativa em indicadores ofensivos cruciais. A média de finalizações por partida caiu de 1,4 para 0,8, e as grandes chances criadas despencaram de 12 em 27 jogos para apenas uma nos cinco compromissos posteriores à Copa do Mundo. Os passes decisivos também sofreram uma redução, de 2,1 para 1,8 por jogo. Essa queda na produção não significa um desaparecimento do jogador, já que o número de passes certos e o aproveitamento se mantiveram estáveis, com um leve aumento nos passes longos, sugerindo maior envolvimento na organização desde setores mais recuados. Entretanto, a eficiência nos dribles diminuiu, impactando sua capacidade de quebrar linhas de defesa.

Contribuição Defensiva e Desgaste Tático

Em contrapartida à queda na produção ofensiva, Lucho Acosta passou a participar mais ativamente da fase defensiva. A média de bolas recuperadas subiu de 2,4 para 3,4 por partida, e os desarmes aumentaram de 0,6 para 0,8. Esses números reforçam a percepção de um jogador com maior desgaste na recomposição e na construção de jogadas, chegando com menos frequência em condições de decidir próximo à área adversária.

Dependência do Fluminense em Relação a Acosta

Os números evidenciam a forte dependência do Fluminense em relação à presença e ao bom desempenho de Lucho Acosta. Sua influência transcende as participações diretas em gols, impactando diretamente o funcionamento coletivo da equipe e a capacidade de transformar a posse de bola em oportunidades de ataque.

Posse de Bola Estéril Sem o Meia

Quando Lucho Acosta não está em campo, o Tricolor registra até mais posse de bola (58% contra 55%), mas cria menos perigo. O volume de grandes chances cai drasticamente de 2,4 para 1,5 por partida, uma redução de 37,5%, e a média de gols despenca de 1,4 para 1,0 por jogo. A equipe necessita de mais finalizações para marcar um gol (13,1 chutes sem Acosta, contra 9,9 com ele em campo), indicando uma dificuldade maior em converter o domínio territorial em ações decisivas.

Impacto nos Resultados e Desempenho Geral

O impacto de Lucho Acosta nos resultados é notório. Com o argentino em campo, o Fluminense ostenta um aproveitamento de 60%, com 28 vitórias, 15 empates e 12 derrotas em 55 partidas. Sem ele, desde sua chegada, o desempenho cai para 53%, com sete vitórias, três empates e cinco derrotas em 15 jogos. A queda de rendimento do meia coincide com o pior momento do time na temporada, marcado por empates e a eliminação na Copa do Brasil.

Opinião do Técnico Zubeldía e Próximos Passos

O técnico Luis Zubeldía admitiu não ter uma explicação clara para a queda de rendimento de Acosta e Savarino, ressaltando a importância dos jogadores para a equipe. “Se eu soubesse, poderia antecipar várias coisas. São jogadores importantes. Acho que são momentos”, declarou o comandante. O Fluminense terá a chance de retomar o caminho das vitórias e reencontrar o bom desempenho no próximo sábado (8), em clássico contra o Botafogo, válido pela 22ª rodada do Brasileirão.

Redação Fluminuto

Redação Fluminuto Tricolor acompanha diariamente o noticiário do Fluminense, incluindo mercado da bola, jogos, treinos e bastidores, com curadoria editorial antes da publicação.

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