Ceni detona Fluminense e árbitro: “Fomos feitos de otário”
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Rogério Ceni durante partida do Bahia contra o Fluminense • Catarina Brandão/EC Bahia
Rogério Ceni não poupou críticas à arbitragem após o Fluminense FC vencer o Bahia por 2 a 0 neste domingo (12), no Maracanã, em jogo preparatório para o retorno do Campeonato Brasileiro. O treinador baiano acusou o árbitro Jodis Nascimento de Souza de favorecer o time da casa e chegou a questionar a própria integridade da partida.
As acusações de Ceni contra o árbitro
Na coletiva de imprensa, Ceni foi direto ao ponto: reclamou especificamente que um árbitro carioca foi escalado para dirigir o duelo, contrariando um pedido prévio da direção do Bahia. Segundo ele, Jodis Nascimento trabalha em atividades rotineiras no CT do Fluminense, o que teria criado um conflito de interesses.
“A única coisa que eu pedi para a nossa direção é que não fosse um árbitro carioca, e colocaram um cara que apita jogo-treino no CT do Fluminense. Aí você vai reclamar e ele fala que foi falta do William, e no vídeo o William nem toca no jogador. Ele fala que foi falta do Nico. A gente vem aqui para ser otário”, disparou o técnico.
O treinador aproveitou ainda para criticar a viagem do time até o Rio de Janeiro: “Não compensa viajar tanto para ser feito de otário por um árbitro contratado para fazer o resultado acontecer.”
Os lances polêmicos da partida
As reclamações de Ceni tinham fundamento em decisões controversas ao longo dos 90 minutos. No primeiro tempo, o Bahia solicitou um pênalti em cima de Ademir que não foi marcado. Pouco depois, um gol dos visitantes foi anulado por um suposto toque de mão na origem da jogada — uma interpretação que gerou questionamentos.
Na etapa final, o Fluminense abriu o placar em uma cobrança de pênalti aos 22 minutos. Hulk converteu a penalidade e marcou seu primeiro gol com a camisa tricolor carioca. O lance que originou o pênalti também causou protesto do banco baiano, pois a falta alegada sobre Samuel Xavier não teria sido óbvia segundo os visitantes.
Aos 40 minutos, Germán Cano ampliou para 2 a 0, aproveitando assistência de Samuel Xavier. O amistoso foi disputado sem o auxílio do VAR, o que limitou a possibilidade de reanálise das decisões questionáveis.
O contexto do amistoso preparatório
O jogo serviu como aquecimento para o retorno das atividades do Campeonato Brasileiro depois do recesso. Para o Fluminense, a partida representou um teste antes do retorno à competição; para o Bahia, uma oportunidade de afinar o trabalho longe de casa.
Ceni encerrou seu desabafo com uma crítica mais ampla à situação: “O jogo deixou de ser sério. Sai todo mundo feliz do estádio: Fluminense ganhando, Hulk feliz, a gente prejudicado. Um árbitro que se diz ser da CBF fazer isso aqui é uma vergonha”, completou, segundo a CNNBrasil.
